Se eu pudesse, passava o dia inteiro assistindo filmes… amo! Nós somos geralmente cativados pelas coisas que tem alguma relação com a nossa vida. Eu, por exemplo, adoro filmes que envolvam ciência! Indiana Jones e as expedições em busca daqueles artefatos arqueológicos raros, o laboratório mega sofisticado de O Homem sem Sombra, a história real sobre os efeitos nocivos causados pelo cromo hexavalente em Erin Brokovich – Uma Mulher de Talento, todo o mistério e a aventura em torno de algo sobre o qual sabemos pouco em A Viagem ao Centro da Terra, a discussão por trás da ética da clonagem em O 6º Dia, a incrível descoberta da partícula de Deus em Anjos e Demônios (que aliás, conforme divulgado ontem, deixou de ser uma descoberta da ficção e tornou-se a mais nova conquista do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares de Genebra – Suíça) e todo esse mundo científico retratado pelo cinema me atrai. Na verdade, não sei se gosto desses filmes porque sou cientista, ou se quis ser cientista porque me apaixonei por esses filmes. Mas a questão é: Se vocês precisassem desenhar um cientista, como ele seria? Tenho certeza que a maioria das pessoas pensou em um homenzinho de cabelo arrepiado, de óculos e com vidraria de laboratório nas mãos! Aquela típica figurinha de cientista, né? Quem nunca desenhou um desses quando era criança? Realmente é essa a imagem que o cinema mostra com maior frequência. Como a televisão é uma das principais janelas para mundos com os quais não temos muito contato, acabamos adotando o que vemos ali como uma verdade inconsciente. Mas isso não é uma crítica, é uma curiosidade! Não é interessante como o cinema pode transformar suas ideias em senso comum?!?!? O importante é não perdermos a conexão com a realidade e lembrarmos que nem todos os cientistas são solitários, geniais, egocêntricos, ingênuos ou ambiciosos como mostram as pesquisas que abordam a imagem do cientista transmitida pelos filmes e desenhos animados. Claro, mesmo no cinema, existe todo tipo de cientista, mas o que eu gosto neles é que, de fato, praticamente todos são criativos, empenhados, estão em busca de algo que acreditam e são completamente apaixonados pelo que fazem.

O vídeo a seguir (18min) é um trabalho realizado pelo Núcleo de Educação Científica da Universidade de Brasília. Trás comentários sobre como a realidade interfere nos enredos cinematográficos, como as leis científicas são mascaradas para tornar os filmes mais atraentes e principalmente sobre essa imagem do cientista construída pelo cinema. O vídeo é muito legal tanto para quem gosta de cinema como para quem gosta de ciência! Para quem curte os dois é perfeito!

Deixe uma resposta

Newsletter

Curta nossa FanPage