Bom dia, gente! O post de hoje fala sobre um assunto que muita gente não curte se aprofundar, porque, diferente de uma matemática ou ciência, é abstrato. Não tem como você fazer um experimento irrefutável, apalpar ou fotografar. É uma questão mais filosófica, o que exige uma reflexão sobre nós mesmos e sobre o nosso modo de vida, coisa que não estamos acostumados a fazer, ao menos, não com tanta profundidade e percepção crítica.

Ser materialista é dar mais valor para as coisas palpáveis do que para as intuitivas. Por exemplo, dinheiro versus valores morais. A maioria das pessoas quer muito mais riquezas materiais do que realmente precisa. O ideal seria que todo mundo tivesse uma condição monetária suficiente para morar em uma casa confortável, se alimentar bem, comprar remédios, bens básicos e laser. Mas não, as pessoas se preocupam também com a marca dos produtos, possuem o armário com muito mais roupas e sapatos do que precisam, trocam de celular e computador a cada modelo novo lançado, compram coisas bonitinhas que nunca servirão para nada, enfim, nossa vida é cheia de superfulos! Muita gente valoriza mais o status de alguém do que sua personalidade. Muita gente passa mais horas pensando nos seus sonhos de consumo do que no que poderia fazer para melhorar como cidadão. Muita gente viaja para fazer compras e não para conhecer novas culturas.

É claro que nem todas as pessoas se encaixam nesse perfil materialista, mas a GRANDE MAIORIA sim, mesmo que uns mais e outros menos. Isso porque nossa cultura nos “ensinou” a ser assim.

Por que nós nos tornamos materialistas?

A resposta para esta pergunta envolve muitos fatores históricos, mas vou deixar para especificá-los em outro post, porque é um tema muito bacana e interessante, mas que exige alguns parágrafos a mais.

Mas a questão é que a nossa sociedade é induzida a acreditar que o crescimento econômico é a chave para a resolução de todos os problemas. Essa ideia está tão impregnada no nosso inconsciente que, para alcançar este objetivo, deixamos de contabilizar sérios danos ambientais e sociais.

O preço que nós pagamos por sermos materialistas

“Desenvolvimento econômico”, “crescimento econômico”… Os políticos adoram fazer discursos enfatizando esses termos. Mas o que a sociedade precisa perceber é que “crescimento econômico” não é sinônimo de qualidade de vida e felicidade. Por que?

O desenvolvimento econômico valoriza o crescimento como um objetivo em si mesmo, não leva em conta quem está sendo beneficiado com ele. Para medir o sucesso econômico de uma nação, usa-se o PIB (Produto Interno Bruto), o qual contabiliza o valor dos bens e serviços produzidos a cada ano. Contudo, não considera facetas importantes, deixando de examinar o quão saudável e satisfeita está a população, quais foram os custos ambientais e sociais, ou se as riquezas estão ou não bem distribuídas. Enquanto alguns trocam de carro todo ano, outros lutam para comprar comida. Pois é, o pensamento materialista é extremamente egocêntrico. Cada nação prioriza o próprio desenvolvimento econômico ao de outras nações. Cada pessoa prioriza o próprio crescimento econômico ao do vizinho. Essa correria e competição pela riqueza material acaba incentivando a corrupção e a grosseira desigualdade na distribuição de renda, que acabam resultando na criminalidade.

As pessoas trabalham horas e horas por dia para “melhorarem de vida”, que, em suas mentes ludibriadas, significa obter mais riquezas materiais. Não percebem que isso acaba afetando sua saúde e bem estar. Registra-se hoje, principalmente nas grandes metrópoles, índices alarmantes de pessoas que sofrem de estresse, depressão, ansiedade e solidão. As pessoas tornam-se exaustas pelo excesso de trabalho e sentem-se frustradas na busca por acumular cada vez mais bens.

Além dos distúrbios psicológicos que falamos a cima, outras doenças, instigadas pelo uso excessivo de produtos sintéticos, o convívio com poluentes e a rotina acelerada do modelo de vida atual, prejudicam a população. Doenças como o câncer, problemas cardíacos e enfermidades nutricionais e infecciosas são também consequência desse cenário artificial e materialista que inconscientemente criamos.

E como se já não bastassem todos esses prejuízos sociais, temos ainda os ambientais. Resumidamente, podemos falar que um planeta com recursos limitados não tem como sustentar pessoas e países que desejam riquezas ilimitadas. A produção cada vez maior de bens de consumo deixa o meio ambiente mais e mais debilitado. Temos menos comida saudável, menos ar puro, menos salubridade etc.

Mas este post não é para deixar você com peso na consciência e achando que vivemos em uma sociedade que não tem mais jeito. O poder de analisar a nós mesmos é um dom que só o animal homem tem. Por isso vamos usá-lo para mudar essa realidade!

Este vídeo é um comercial antigo da Metalsinter. Fala exatamente do nosso tema aqui no post! Vejam que coisa mais linda! Vamos espalhar esse vídeo por aí, é uma lição que a humanidade está precisando aprender urgentemente!

Expedição Vida - Arnold Toynbee - sociedade

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