Olááá, caros leitores do Expedição Vida! Como foram as férias? Espero que todos tenham tido um excelente fim de ano! E falando em “fim” todos sobrevivemos ao dia 21 de dezembro de 2012, hein? Algo de diferente aconteceu onde vocês estavam? Por aqui nada…… Hehehe!

Mas brincadeiras à parte, indiferentemente se você é do tipo que costuma acreditar nesse tipo de coisa ou não, eu achei incrível a proporção que isso tomou. O mundo inteiro falou sobre esse assunto. Jornais, programas de TV, internet e documentários abordaram o tema das mais variadas formas; estudos históricos da cultura maia, depoimentos de cientistas e até mesmo utilizando o tema para comédia, como a série “Como Aproveitar o Fim do Mundo” apresentada pela Rede Globo. Acho difícil que você consiga descobrir uma única pessoa que não tenha ficado sabendo da “catastrófica previsão”. Os jornais mostraram inclusive pessoas ao redor do mundo que pagaram fortunas por uma vaga em locais “a salvo do fim dos tempos”. Sempre há os espertinhos que se aproveitam da ingenuidade dos outros, não é?!?!?! Eu, particularmente, acho no mínimo insensato acreditar em algo que teria sido “previsto” a tanto tempo atrás. Mas eu me lembro bem que quando era criança eu morria de medo do fim do mundo! Isso porque desde que eu nasci já deve ter tido umas quatro ou cinco vezes que espalhou-se por aí que o mundo estava próximo do seu fim! Primeiro era no ano 2.000! Lembram-se do Bug do Milênio? Depois veio a previsão de Nostradamus, 11/11/2011, o terceiro segredo de Fátima e outras vezes que eu até já devo ter esquecido.

 

Mas o motivo de eu estar falando tudo isso é porque acho curioso esse “prazer” da humanidade em criar misticismos em torno do “fim do mundo”. Um filósofo que gosto muito, Mário Sérgio Cortella, tem uma explicação a cerca disto. Assista a uma entrevista realizada pelo Jornal Hoje com o filósofo no link abaixo (muito interessante, diversas curiosidades sobre a história das civilizações):

 http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/v/filosofo-explica-porque-a-humanidade-gosta-de-pensar-no-fim-do-mundo/2306499/

Mário Sérgio diz que a ilusão de que podemos prever o que vai acontecer com nosso mundo dá ao homem a sensação de que pode controlar a natureza. Lógico que com o avanço cada vez maior da ciência, muitos fenômenos realmente podemos prever. Mas o poder humano sobre o mundo natural é inegavelmente limitado. Nós aqui em Blumenau somos a prova viva disto. Basta chover alguns centímetros a mais e nossa cidade fica praticamente embaixo d`água. Deslizamentos, furacões e tsunamis que destruíram cidades e mataram milhares de pessoas nas últimas décadas são outros exemplos de como somos minúsculos diante do poder da natureza. É nesse ponto que a arrogância humana se perde… tentamos superar esse poder ao invés de aprendermos com ele. Insistimos em alterar cursos de rios, soterrar faixas oceânicas, desflorestar topos de morros… e aí então quando acontece alguma catástrofe reclamamos da natureza.

Bom, mas toda essa balburdia de fim do mundo em 2012 começou porque o calendário maia foi interpretado de forma errada. Parece que a palavra “mundo” no idioma deles significa também “ciclo”. O que para eles seria o fim de um ciclo, foi interpretado como “o fim do mundo”. Mas já que a Terra continua aqui e nós também, é uma oportunidade para repensarmos nossas vidas e nossas ações! Pensar em quais são nossos sonhos e objetivos e lutar para alcançá-los, rever nosso dia a dia, buscar fazer mais as coisas que nos dão prazer e menos aquelas que nos incomodam. Afastar as pessoas que nos fazem mal e nos aproximarmos daquelas que nos fazem sorrir, aquelas com quem podemos ser exatamente como somos. Tenha novos projetos, mesmo que pequenos. Ajude alguém sem querer nada em troca, faça bem ao planeta sem precisar que ninguém te peça, diga às pessoas o quão importantes elas são na sua vida! Vamos fazer com que 2012 tenha realmente sido o fim de um ciclo e que 2013 seja o começo de um mundo ainda melhor! #eusonhoeacredito

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